sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Terminar.

As chuvas condecoraram este fim de inverno. Foi-se, levando consigo os vestígios do sangue pulsante.

O chão frio e molhado das ruas acompanha tal roubo. O que resta é uma figura simples e fria. Um cenário morto. A semana o criou. Almeja a eternidade. Talvez, dê mãos comigo na caminhada rotineira. Ou, ainda, rejeite-me como tu o fez: transformou o passado em rancor, presente em frustração e o futuro...ah, o futuro. Não recebeu a chance que merecia, de viver o suficiente para ver um amor florescer.

Restam-me, agora, as murchas. Decoram a linha entre nós dois. O único espaço, tentado a inalteração, não existe mais. Tornou-se um pequeno canto de mente, inacessível. Tanto pelo gosto, quanto pela obrigação.

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