"Andava rapidamente, desviando dos obstáculos. Atraído para a esquerda ou direita, nas beiradas da passarela. A mente urgia pela vida mas o corpo queria a queda. Lembro-me de pensar no meu sangue flutuando água abaixo. Ansiosamente, desci as escadas e esqueci tal pensamento."
"Desintragava a caminho de casa. Não o lar, mas a casa. Uma figura se formou à minha frente, seguindo o mesmo rumo despadaçado. A sensação boa me assustou. Atravessei a rua lentamente. Não haviam carros. Felizmente."
"O banho quente entediou-me. Cansado dos mesmos momentos, necessitei uma mudança. Inconscientemente, injetei mais água fria. Mergulhava em jatos repetidamente. Saí da ducha. Perceber o excitamento em ter a água quase entrando nos meus pulmões me abateu."
Não devo confiar em mim.
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Um encontro noturno com a confusão
Eu disfarço e não entendo. Eu disfarço e compreendo. Sei da dúbia vida que levo. Sei do peso que carrego.
És um enigma, tão interessante. Não tive o tempo de decifrá-la, porém. Me concederá tal oportunidade? Não sei. Aí reside minha dor. Na insegurança. Na aposta pelo incerto. Tantas vezes falhei e sofri em meio dos mesmos motivos.
Confiarei, denovo? Talvez. Dê-me a razão para fazê-lo.
És um enigma, tão interessante. Não tive o tempo de decifrá-la, porém. Me concederá tal oportunidade? Não sei. Aí reside minha dor. Na insegurança. Na aposta pelo incerto. Tantas vezes falhei e sofri em meio dos mesmos motivos.
Confiarei, denovo? Talvez. Dê-me a razão para fazê-lo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A pergunta que restou
Aonde ir hoje à noite?
Vagar, vagar e vagar. Perambular pelas sombras em ruas sem iluminação. A atenção volta-se ao som do silêncio, destacado na escuridão. "Aonde ir hoje à noite?", torno a perguntar-me.
A Lua, escondida pelas nuvens, afasta-se de mim. A dúvida permanece junto ao frio noturno. Eu não sei aonde ir. Apenas sei o quão longe de casa estou. Deitado na minha cama, distante do meu lar. É um sentimento constante.
Fugiu sem dizer uma palavra. Nem pude questioná-la: "Aonde ir hoje à noite?".
Vagar, vagar e vagar. Perambular pelas sombras em ruas sem iluminação. A atenção volta-se ao som do silêncio, destacado na escuridão. "Aonde ir hoje à noite?", torno a perguntar-me.
A Lua, escondida pelas nuvens, afasta-se de mim. A dúvida permanece junto ao frio noturno. Eu não sei aonde ir. Apenas sei o quão longe de casa estou. Deitado na minha cama, distante do meu lar. É um sentimento constante.
Fugiu sem dizer uma palavra. Nem pude questioná-la: "Aonde ir hoje à noite?".
Oscilações
Risos
Lamentos
Resmungos furiosos em meio de cantares serenos
Instável é aquele que é estável.
;D
Lamentos
Resmungos furiosos em meio de cantares serenos
Instável é aquele que é estável.
;D
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Abrir os olhos
São quilômetros e quilômetros. Percorridos em meses intermináveis. "Isto não está acontecendo comigo", penso. Mas está. E não irá parar. A distância aumenta e o sofrimento também. Não há identidade; há dor. E ninguém compreende; superarei sozinho, é o que me resta.
A paisagem repete-se e enlouqueço. Apenas olho pela janela e vejo a vida passando diante de meus olhos. Cada momento, cada lugar. Os bons e os ruins. Uma mão estende-se a meu peito e arranca, lentamente, as memórias. Estou esquecendo de tudo. Meu futuro não pode ser composto por lembranças.
Eternamente, estou indo embora.
A paisagem repete-se e enlouqueço. Apenas olho pela janela e vejo a vida passando diante de meus olhos. Cada momento, cada lugar. Os bons e os ruins. Uma mão estende-se a meu peito e arranca, lentamente, as memórias. Estou esquecendo de tudo. Meu futuro não pode ser composto por lembranças.
Eternamente, estou indo embora.
domingo, 20 de setembro de 2009
O curso natural da vida
Deixou-a aqui, só. A criança abandonada na chuva, enquanto os transeuntes passam por sua apressada rotina. O choro, interminável, confundia-se com os pingos descentes. Olhava as mãos, levando-as à face do sofrimento. O pensamento focava-se na velha melodia suave do piano.
Os acordes menores completavam a música desenrolada na mente. Seria igual a todos. O tempo a moldaria. A dor de saber que ignoraria quem passasse pela mesma situação. Não disse uma palavra; levantou do chão. Apenas abandonou sua sombra, estática aonde estava. Cresceu, finalmente.
Os acordes menores completavam a música desenrolada na mente. Seria igual a todos. O tempo a moldaria. A dor de saber que ignoraria quem passasse pela mesma situação. Não disse uma palavra; levantou do chão. Apenas abandonou sua sombra, estática aonde estava. Cresceu, finalmente.
sábado, 19 de setembro de 2009
Máscara
Enquanto as chamas alastram-se pelas ruas, o desespero torna-se lei
"Salvarei a mim", murmuram em uníssono
Crianças deformadas; lágrimas de fogo
"Já estão perdidas", desculpam seu egoísmo
Observam os fracos em tormenta
"São eles ou eu", seguram suas posições
"Sou apenas humano. Não sou perfeito"
Não controlo a gargalhada
Observo as morais desmoronarem
A dor dos outros retira a minha
Enquanto transformo-me em cinzas
Contemplando a brasa
Satisfeito:
"Desculpem por ser verdadeiro"
Cozinhar. Ferver. Torrar. Essencial para ver a face crua do ser humano.
"Salvarei a mim", murmuram em uníssono
Crianças deformadas; lágrimas de fogo
"Já estão perdidas", desculpam seu egoísmo
Observam os fracos em tormenta
"São eles ou eu", seguram suas posições
"Sou apenas humano. Não sou perfeito"
Não controlo a gargalhada
Observo as morais desmoronarem
A dor dos outros retira a minha
Enquanto transformo-me em cinzas
Contemplando a brasa
Satisfeito:
"Desculpem por ser verdadeiro"
Cozinhar. Ferver. Torrar. Essencial para ver a face crua do ser humano.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Meu caminho, talvez?
Superar.
Um verbo determinante para minha vida. Um motivo para ir além. Desprender-se do inútil e alcançar o objetivo final: sucesso. Qual seria este? Não sei. O tempo dirá. Enquanto isso, supero, a cada dia, os obstáculos impostos pela vida.
Passarei por cima dos problemas. Sejam eles pessoas ou não. Não terei discernimento. É importante focar-me em mim, apenas. Tentarei minimizar a dor alheia que tornarei a causar. Não posso prometer nada.
Não pretendo esperar a dor e o sofrimento chegar por outros seres. Estes problemas já me forneceram toda a negatividade que carrego. Uso-a sabiamente. Um meio para meu fim.
Um verbo determinante para minha vida. Um motivo para ir além. Desprender-se do inútil e alcançar o objetivo final: sucesso. Qual seria este? Não sei. O tempo dirá. Enquanto isso, supero, a cada dia, os obstáculos impostos pela vida.
Passarei por cima dos problemas. Sejam eles pessoas ou não. Não terei discernimento. É importante focar-me em mim, apenas. Tentarei minimizar a dor alheia que tornarei a causar. Não posso prometer nada.
Não pretendo esperar a dor e o sofrimento chegar por outros seres. Estes problemas já me forneceram toda a negatividade que carrego. Uso-a sabiamente. Um meio para meu fim.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Reação
Impacto. Um solene momento de inversão de papéis. A tua tristeza e a minha indiferença. Possuí esse sentimento e nunca foste um consolo. Agora, faço o mesmo.
A luz apaga-se, novamente, à ti. As lágrimas vêm por bom motivo. Nada de lamentos por futilidades, como já o fez. Mesmo assim, não sinto a vontade de estender a mão. Sofra como sempre sofri.
No abismo diário, sempre urgi por teu apelo. Sangue do meu sangue, nunca fizeste nada. Tua vida importas à ti, apenas. Imitarei-te. É apenas justo.
Enquanto escalas teu caminho à uma nova vitória, fico no chão. Tens esperanças. Eu já as perdi.
A luz apaga-se, novamente, à ti. As lágrimas vêm por bom motivo. Nada de lamentos por futilidades, como já o fez. Mesmo assim, não sinto a vontade de estender a mão. Sofra como sempre sofri.
No abismo diário, sempre urgi por teu apelo. Sangue do meu sangue, nunca fizeste nada. Tua vida importas à ti, apenas. Imitarei-te. É apenas justo.
Enquanto escalas teu caminho à uma nova vitória, fico no chão. Tens esperanças. Eu já as perdi.
domingo, 13 de setembro de 2009
Desfecho
Ontem, despertei a bondade em mim. Ajudei um amigo por momentos difíceis. Outro, ganhou o impulso para conquistar alguém. O resto recebeu apoio financeiro ou moral para passar a noite como deveriam: festejando.
Porém, enquanto todos viam suas alegrias à flor da pele, entornava bebidas e acendia um cigarro. Tentava achar um minúsculo espaço no ambiente para filosofar sobre qualquer coisa. O alcoól e a fumaça pairavam sobre os ombros. E a velha melancolia no olhar deslizava pela triste semana que tive. No canto, só, enquanto os outros, por aí, se divertindo. "Não fui feito pra festas", pensei. As almas me esqueceram ali, e minha disposição para procurá-las não existia. Sobrou apenas pensar no que poderia ter sido diferente nesta semana. Só lembrei de sair porta afora, sob a garoa fina, com gélida sensação de caminhar para o abismo. Caí.
Porém, enquanto todos viam suas alegrias à flor da pele, entornava bebidas e acendia um cigarro. Tentava achar um minúsculo espaço no ambiente para filosofar sobre qualquer coisa. O alcoól e a fumaça pairavam sobre os ombros. E a velha melancolia no olhar deslizava pela triste semana que tive. No canto, só, enquanto os outros, por aí, se divertindo. "Não fui feito pra festas", pensei. As almas me esqueceram ali, e minha disposição para procurá-las não existia. Sobrou apenas pensar no que poderia ter sido diferente nesta semana. Só lembrei de sair porta afora, sob a garoa fina, com gélida sensação de caminhar para o abismo. Caí.
sábado, 12 de setembro de 2009
À meu único e eterno sonho futuro...
Atacaste-me com tuas inseguranças. Teus problemas, descendo sobre mim como um machado. O sangue que escorre, então, observa a cena. Em prantos, continua a agir como uma lenhadora, cortando-me aos pedaços. A minha última expressão, um sorriso, revela o quanto significo pra ti. Não demonstras tua fragilidade, porém, percebe o engano do destino em fazer-nos cruzar acidentalmente em momento que pareceu mágico. Concluo, após análise: foi apenas coincidência. Arrastou-nos longe apenas para destruir. E agora, contribuo com tamanha devastação a simples revelação de que irei embora, novamente. O nosso futuro é agora meu, apenas.
"If you still care, don't ever let me know".
"If you still care, don't ever let me know".
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Gravitação
As lágrimas escorrem ao rosto do sensível. As cenas o chocam. É totalmente influenciado pelo seus olhos, que abosrvem a falsidade do ar. A captam e transformam-na em comoção. A observação pela felicidade alheia.
Meus olhos não me enganam. A alegria mentirosa não me importa e suas representações causam nojo. São desvios da realidade. A amargura é mais interessante, a meu ver. Mais real e plausível. Podemos sentí-la a qualquer momento. A verdadeira expressão de um humano.
Não condenarei àqueles iludidos. Sonhem com seus contos de fadas. Criem expectativas para ardererem em frustração. É o que acontecerá. Faz parte da Física: a gravidade. Sempre puxa os pés para o solo, sem se importar com a dor que isso causará. Quanto maior a altura, maior a queda.
Meus olhos não me enganam. A alegria mentirosa não me importa e suas representações causam nojo. São desvios da realidade. A amargura é mais interessante, a meu ver. Mais real e plausível. Podemos sentí-la a qualquer momento. A verdadeira expressão de um humano.
Não condenarei àqueles iludidos. Sonhem com seus contos de fadas. Criem expectativas para ardererem em frustração. É o que acontecerá. Faz parte da Física: a gravidade. Sempre puxa os pés para o solo, sem se importar com a dor que isso causará. Quanto maior a altura, maior a queda.
Terminar.
As chuvas condecoraram este fim de inverno. Foi-se, levando consigo os vestígios do sangue pulsante.
O chão frio e molhado das ruas acompanha tal roubo. O que resta é uma figura simples e fria. Um cenário morto. A semana o criou. Almeja a eternidade. Talvez, dê mãos comigo na caminhada rotineira. Ou, ainda, rejeite-me como tu o fez: transformou o passado em rancor, presente em frustração e o futuro...ah, o futuro. Não recebeu a chance que merecia, de viver o suficiente para ver um amor florescer.
Restam-me, agora, as murchas. Decoram a linha entre nós dois. O único espaço, tentado a inalteração, não existe mais. Tornou-se um pequeno canto de mente, inacessível. Tanto pelo gosto, quanto pela obrigação.
O chão frio e molhado das ruas acompanha tal roubo. O que resta é uma figura simples e fria. Um cenário morto. A semana o criou. Almeja a eternidade. Talvez, dê mãos comigo na caminhada rotineira. Ou, ainda, rejeite-me como tu o fez: transformou o passado em rancor, presente em frustração e o futuro...ah, o futuro. Não recebeu a chance que merecia, de viver o suficiente para ver um amor florescer.
Restam-me, agora, as murchas. Decoram a linha entre nós dois. O único espaço, tentado a inalteração, não existe mais. Tornou-se um pequeno canto de mente, inacessível. Tanto pelo gosto, quanto pela obrigação.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Snuff
Teus segredos, enterrados na minha pele, agora sangram. Transbordam a falsa inocência, abandonando-me a meus pecados. E o ar, densificado, é uma cela que criaste para mim. Sufoque-me.
Talvez, o amor inventado por ti era apenas uma camuflagem para a raiva. A vingança pelo passado. Mas, se era verdadeiro, não deixe-me saber disso. Fuja de mim, como sempre fez. Meu coração sombrio não se importará. E a solidão não te destruirá. Entregue-me ao meu destino.
Salve teu fôlego, eu não ouvirei. As tuas vergonhas não me interessam. Cuspa sua pena e quebre-se em minhas pedras. Após, fuja. Como sempre fez. Desista da luta e estraçalhe o que tivemos. Enquanto isso, eu desejo...
pelo dia em que não serás minha amiga e poderei, finalmente, te machucar.
Talvez, o amor inventado por ti era apenas uma camuflagem para a raiva. A vingança pelo passado. Mas, se era verdadeiro, não deixe-me saber disso. Fuja de mim, como sempre fez. Meu coração sombrio não se importará. E a solidão não te destruirá. Entregue-me ao meu destino.
Salve teu fôlego, eu não ouvirei. As tuas vergonhas não me interessam. Cuspa sua pena e quebre-se em minhas pedras. Após, fuja. Como sempre fez. Desista da luta e estraçalhe o que tivemos. Enquanto isso, eu desejo...
pelo dia em que não serás minha amiga e poderei, finalmente, te machucar.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
00:00
As esperanças, tão infínimas, escorregam para baixo do piso
"Adeus", acenam para mim, lentamente
O mesmo que dei à ti minutos antes
Enquanto a escuridão me invadia, suavemente
As sombras voltaram a meus ombros
A cantarolar seus lamentos intermináveis
E penso: "Aonde errei?"
Elas respondem:"Não foi você, desta vez"
Uma canção, em específico, chama minha atenção
Lenta melodia melancólica
"Aonde errei?", esbravejo.
"Errou por pensar demais", respondem-me.
"Pensar, em quê?". O silêncio...
"Em tentar ser perfeito no meio do falho".
"E ela?"
"Queria a falha que já não eras, mais".
O ser horrendo em mim manifesta-se:
"Talvez seja para melhor..."
Lembro-me dos tempos melhores, de criança.
Ser um lobo solitário era o sonho que sempre tenho.
"Adeus", acenam para mim, lentamente
O mesmo que dei à ti minutos antes
Enquanto a escuridão me invadia, suavemente
As sombras voltaram a meus ombros
A cantarolar seus lamentos intermináveis
E penso: "Aonde errei?"
Elas respondem:"Não foi você, desta vez"
Uma canção, em específico, chama minha atenção
Lenta melodia melancólica
"Aonde errei?", esbravejo.
"Errou por pensar demais", respondem-me.
"Pensar, em quê?". O silêncio...
"Em tentar ser perfeito no meio do falho".
"E ela?"
"Queria a falha que já não eras, mais".
O ser horrendo em mim manifesta-se:
"Talvez seja para melhor..."
Lembro-me dos tempos melhores, de criança.
Ser um lobo solitário era o sonho que sempre tenho.
23:33
E o fim chegou. Outra cicatriz para a coleção, apesar de mais funda do que outras. Não dormirei esta noite.
Um jogo. Um relacionamento em forma de xadrez complexo e frio. Os erros são constantes e apontam para um cheque-mate: o meu. O rei está por um fio, e os teus peões ja ameaçam decapitá-lo. Seria essa tua vingança?
Abandonei o jogo, apenas para retornar à ele meses depois. Voltei com mais força e garra, mas logo percebi que não fui feito para os tabuleiros. Cedeu algumas peças à mim, apenas para usar tal fato como motivo de vitória. Desgastou-se. É o que me diz.
Não é a mesma? Talvez não seja. Talvez seja eu o tolo que correu atrás do impossível, mesmo diante de todas as barreiras. Porém, mesmo iludido e apaixonado, não me transformarei num objeto, usado quando desejas. Ainda tenho algum orgulho nesta casca que chamo de corpo. E ele me traz indignação perante os acontecimentos. Confiei, novamente, na pessoa errada.
A tristeza maior é saber que ainda a amo. Desejar felicidade incodicional à ela. Algo de bom floresceu em mim, e me enoja. Não deveria querer nada para ela, e sim ignorar todos os fatos e levá-los ao esquecimento, como sempre. Como sempre fiz.
Um jogo. Um relacionamento em forma de xadrez complexo e frio. Os erros são constantes e apontam para um cheque-mate: o meu. O rei está por um fio, e os teus peões ja ameaçam decapitá-lo. Seria essa tua vingança?
Abandonei o jogo, apenas para retornar à ele meses depois. Voltei com mais força e garra, mas logo percebi que não fui feito para os tabuleiros. Cedeu algumas peças à mim, apenas para usar tal fato como motivo de vitória. Desgastou-se. É o que me diz.
Não é a mesma? Talvez não seja. Talvez seja eu o tolo que correu atrás do impossível, mesmo diante de todas as barreiras. Porém, mesmo iludido e apaixonado, não me transformarei num objeto, usado quando desejas. Ainda tenho algum orgulho nesta casca que chamo de corpo. E ele me traz indignação perante os acontecimentos. Confiei, novamente, na pessoa errada.
A tristeza maior é saber que ainda a amo. Desejar felicidade incodicional à ela. Algo de bom floresceu em mim, e me enoja. Não deveria querer nada para ela, e sim ignorar todos os fatos e levá-los ao esquecimento, como sempre. Como sempre fiz.
sábado, 5 de setembro de 2009
Conformado
O coração conformado esconde a latente escuridão dentro de si. Pulsa rapidamente, impulsionando o sangue a fluir de modo intenso. Uma sensação de adrenalina sem nenhum excitamento. É como me sinto ultimamente.
O ordinário dia-a-dia, desesperançoso, é acompanhado por tal sensação. Desespero e, logo após, uma tediosa calmaria. Parece-me um algo fugindo de dentro de mim ou, talvez, tentando entrar. Não sei dizer ao certo. O processo inteiro serve apenas para agonizar em reflexões sobre suas possíveis causas.
E é o que faço. Reflito muito até chegar a seguinte conclusão: meu corpo está lutando contra a indiferença, criando momentos de euforia para observar minhas reações diante dela. Provavelmente quer, também, uma mudança na minha atitude.
Não mudarei.
Não há motivos para desistir do modo miserável com o qual levo minha vida. As falhas são provas suficientes. Constantes transformadas em variáveis quando descubro as reais facetas do mundo ao meu redor. Grandes e pequenas frustrações construindo os meus 17 anos de vida. É o modo como decidi viver: conformado.
O ordinário dia-a-dia, desesperançoso, é acompanhado por tal sensação. Desespero e, logo após, uma tediosa calmaria. Parece-me um algo fugindo de dentro de mim ou, talvez, tentando entrar. Não sei dizer ao certo. O processo inteiro serve apenas para agonizar em reflexões sobre suas possíveis causas.
E é o que faço. Reflito muito até chegar a seguinte conclusão: meu corpo está lutando contra a indiferença, criando momentos de euforia para observar minhas reações diante dela. Provavelmente quer, também, uma mudança na minha atitude.
Não mudarei.
Não há motivos para desistir do modo miserável com o qual levo minha vida. As falhas são provas suficientes. Constantes transformadas em variáveis quando descubro as reais facetas do mundo ao meu redor. Grandes e pequenas frustrações construindo os meus 17 anos de vida. É o modo como decidi viver: conformado.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
...
O canto, pobremente iluminado, recebe meus joelhos com a frieza da madeira. O inverno se foi com algumas preces inacabadas, não cumpridas. Não soube direcioná-las. A indecisão entre ceticismo e crença é a culpada. Isento-me do pesar da frustração. Só por hoje, serei um vencedor. Espero, apenas, pelos calmos braços da derrtoa a abraçar-me...
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