terça-feira, 8 de setembro de 2009

23:33

E o fim chegou. Outra cicatriz para a coleção, apesar de mais funda do que outras. Não dormirei esta noite.

Um jogo. Um relacionamento em forma de xadrez complexo e frio. Os erros são constantes e apontam para um cheque-mate: o meu. O rei está por um fio, e os teus peões ja ameaçam decapitá-lo. Seria essa tua vingança?

Abandonei o jogo, apenas para retornar à ele meses depois. Voltei com mais força e garra, mas logo percebi que não fui feito para os tabuleiros. Cedeu algumas peças à mim, apenas para usar tal fato como motivo de vitória. Desgastou-se. É o que me diz.

Não é a mesma? Talvez não seja. Talvez seja eu o tolo que correu atrás do impossível, mesmo diante de todas as barreiras. Porém, mesmo iludido e apaixonado, não me transformarei num objeto, usado quando desejas. Ainda tenho algum orgulho nesta casca que chamo de corpo. E ele me traz indignação perante os acontecimentos. Confiei, novamente, na pessoa errada.

A tristeza maior é saber que ainda a amo. Desejar felicidade incodicional à ela. Algo de bom floresceu em mim, e me enoja. Não deveria querer nada para ela, e sim ignorar todos os fatos e levá-los ao esquecimento, como sempre. Como sempre fiz.

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