O coração conformado esconde a latente escuridão dentro de si. Pulsa rapidamente, impulsionando o sangue a fluir de modo intenso. Uma sensação de adrenalina sem nenhum excitamento. É como me sinto ultimamente.
O ordinário dia-a-dia, desesperançoso, é acompanhado por tal sensação. Desespero e, logo após, uma tediosa calmaria. Parece-me um algo fugindo de dentro de mim ou, talvez, tentando entrar. Não sei dizer ao certo. O processo inteiro serve apenas para agonizar em reflexões sobre suas possíveis causas.
E é o que faço. Reflito muito até chegar a seguinte conclusão: meu corpo está lutando contra a indiferença, criando momentos de euforia para observar minhas reações diante dela. Provavelmente quer, também, uma mudança na minha atitude.
Não mudarei.
Não há motivos para desistir do modo miserável com o qual levo minha vida. As falhas são provas suficientes. Constantes transformadas em variáveis quando descubro as reais facetas do mundo ao meu redor. Grandes e pequenas frustrações construindo os meus 17 anos de vida. É o modo como decidi viver: conformado.
sábado, 5 de setembro de 2009
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