As lágrimas desenham caminhos tortos em minha face. Uma a uma, me revelam a verdade: estou só novamente. Não consigo me sentir próximo de nada a não ser de ti, que me afasta gradualmente. Será que está tão triste quanto eu ou simplesmente me quer longe?
Eu tentei, tentei e tentei. Posso dizer que coloquei toda a minha alma em cheque. Tempo inútil desperdiçado. Voltei ao ponto de partida, agora mais despedaçado. Estou cego. Não posso juntar os pedaços caídos; para sempre, cicatrizes e traços de mais uma derrota.
Não entendo. Comigo, há eternamente um erro. Não sei qual rumo tomar. Quais decisões que possam me levar ao meu único objetivo: tu. Permaneço, na noite úmida, esperando um sinal de melhora, ou a minha provável rendição. Rendição à tortura de estar constantemente mutilando-se na própria desgraça.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
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