Eu não sei o que dizer neste momento. Não consigo imaginar como te sentes. Tu, o melhor amigo para mim, em uma situação tão injusta.
A vida te traiu. É verdade. Desferiu um golpe pelas costas, abalando a estrutura da tua existência.
Te abandonou em um poço sem fundo. Felizmente, sei que voltarás ao topo, como sempre. És um guerreiro. Um exemplo.
Eu sei que ele se orgulhará de ti. Um filho com um futuro brilhante. Vai passar em uma federal e será um médico de renome. Ainda terei a sorte de dizer que te conheci. Tenho certeza.
Em todos esse anos de amizade, falhei quando mais precisou. Agora, distantes, queria estar aí. A mão amiga. As palavras de consolo e a força que eu gostaria de dar à ti.
Tento te contatar mas não consigo. Sou um desinformado(traindo minha "futura" profissão) quando deveria estar a par de tudo. Um fracasso de amigo, admito. O que me resta é escrever como me sinto aqui, tentando fazer algo para me sentir útil. Ainda assim, o vazio me impede de te alcançar.
Sempre será uma das melhores pessoas que tive o prazer de conhecer. Sou cético, mas acredito que teu pai está em algum lugar, olhando por ti. Se não estiver, tenha certeza que eu e todas as outras pessoas que se importam contigo irão. Sempre.
sábado, 22 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Everything changes into nothing
O tumultuado espaço de mentes criativas foi meu lar pela manhã. Apesar da absoluta falta de movimentação disponível lá, era bom ter aquele velho sentimento de "volta às aulas". Não se tratava de rever amigos ou aprender coisas novas, mas sim de ocupar o tempo.
As férias prolongadas pela "maldição do porco" transformaram o ócio em inimigo. As longas horas perdidas em sono revelaram-se improdutivas. A ausência de compromissos retiraram-me um pouco da esperança. Não sentia tanta ânsia pelo futuro.
Voltei para o aprendizado. Para os trabalhos e provas. Para os amigos, também. Infelizmente, ainda não voltei do vazio. Porém, isso é óbvio. Sempre estive lá.
As férias prolongadas pela "maldição do porco" transformaram o ócio em inimigo. As longas horas perdidas em sono revelaram-se improdutivas. A ausência de compromissos retiraram-me um pouco da esperança. Não sentia tanta ânsia pelo futuro.
Voltei para o aprendizado. Para os trabalhos e provas. Para os amigos, também. Infelizmente, ainda não voltei do vazio. Porém, isso é óbvio. Sempre estive lá.
sábado, 15 de agosto de 2009
Minha fuga
"Será que eu ficarei a minha vida toda a pensar: 'Você me levará daqui?'"
Um pensamento ecoando em minha cabeça. Será que aguentarei sozinho e acharei um caminho melhor? Aonde ele me levará?
Tantas perguntas, poucas respostas. Continuo vendo o mundo atráves dos olhos do desespero. Passam anos e anos de escuridão. A minha fuga ainda não aconteceu. Quando irei aonde eu preciso ir? Qual é o meu destino?
E você...será você aquela que me levará daqui? Eu espero que não. Deixe-me sofrer mais um pouco. Prometo que o encontrarei: meu caminho. Para lá escaparei. Até você me levar.
Vou desintegrar em seus braços. Não me importarei mais, se puder cumprir meu destino. Após, sou seu. Inteiramente seu. Agora, será que isso acontecerá ou ficarei apenas a pensar?
Leve-me quando o tempo for certo. Morte.
Um pensamento ecoando em minha cabeça. Será que aguentarei sozinho e acharei um caminho melhor? Aonde ele me levará?
Tantas perguntas, poucas respostas. Continuo vendo o mundo atráves dos olhos do desespero. Passam anos e anos de escuridão. A minha fuga ainda não aconteceu. Quando irei aonde eu preciso ir? Qual é o meu destino?
E você...será você aquela que me levará daqui? Eu espero que não. Deixe-me sofrer mais um pouco. Prometo que o encontrarei: meu caminho. Para lá escaparei. Até você me levar.
Vou desintegrar em seus braços. Não me importarei mais, se puder cumprir meu destino. Após, sou seu. Inteiramente seu. Agora, será que isso acontecerá ou ficarei apenas a pensar?
Leve-me quando o tempo for certo. Morte.
Pausa para o amor...
Almas afogadas em um mar de carência necessitam expressar suas fúteis emoções. "Te amo" é a frase banalizada do século XXI.
Não precisamos de meses de conhecimento mútuo. As primeiras impressões parecem ser as importantes. E únicas. Todos pulam do "gosto" e "adoro" direto para o "amo". Obviamente, não percebem o quão superficiais são quando emitem de maneira errada tal sentimento. Este, aclamado no passado, torna-se sem significado. Vazio.
Não há mais impacto nas palavras. A sentença que fazia os corações palpitarem ao ponto do infarto foi destruída pela nossa geração. Ouvimos com descaso a mesma. Transformou-se em descartável e, estupidamente, reaproveitável. Ainda, não é útil. Não mais.
O amor perdeu a força. Garotas de 12 anos se amam. Recém-conhecidos se amam. Todos se amam e, mesmo assim, não entendem isso. Sentimentos não podem ser compreendidos, é verdade. Porém, esse "novo amor" não pode nem começar a ser analisado. E, sinceramente, nem deveria. Joguem-no fora e recuperem o "verdadeiro amor"
Não precisamos de meses de conhecimento mútuo. As primeiras impressões parecem ser as importantes. E únicas. Todos pulam do "gosto" e "adoro" direto para o "amo". Obviamente, não percebem o quão superficiais são quando emitem de maneira errada tal sentimento. Este, aclamado no passado, torna-se sem significado. Vazio.
Não há mais impacto nas palavras. A sentença que fazia os corações palpitarem ao ponto do infarto foi destruída pela nossa geração. Ouvimos com descaso a mesma. Transformou-se em descartável e, estupidamente, reaproveitável. Ainda, não é útil. Não mais.
O amor perdeu a força. Garotas de 12 anos se amam. Recém-conhecidos se amam. Todos se amam e, mesmo assim, não entendem isso. Sentimentos não podem ser compreendidos, é verdade. Porém, esse "novo amor" não pode nem começar a ser analisado. E, sinceramente, nem deveria. Joguem-no fora e recuperem o "verdadeiro amor"
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Untitled: Capítulo 2
O Monte Fuji me observava lutar pelo deserto. A sua imponência não havia mudado no "novo mundo". Continuava a ser uma figura respeitável na paisagem.
Andei muitas luas. Sobrevivi com os suprimentos adquiridos dos destroços das antigas lojas japonesas. Felizmente, talvez, a falta de outras almas sem destino como eu tenha tornado desnecessário o grande esforço pela procura de comida. E bebida, obviamente. Munido de um Jack Daniel's pego em uma prateleira de um estabelecimento qualquer, era essencial manter-me acordado com suas doses alcoólicas. Nem me preocupava quando alcançava os últimos goles. O Japão tem muitas cidades para abastar-me de whiskeys.
Apesar de ter aprendido a não estranhar-me com quaisquer situações, essa particularmente o fez. Notei a presença de um valete de ouros no chão. "O que tal carta faria perdida no meio do deserto?" O Nada, rapidamente, girou ao redor do meu ser. Mirei norte, sul, leste, oeste e ao Nada. Ninguém. Recolhi a carta do solo arenoso e apressei o passo. O momento era de tensão.
O problema começou quando ouvi algo se aproximando rapidamente. Era algum animal, provavelmente. Um quadrúpede com pêlos negros e cinzas, misturados. A face felina e pernas finas. As orelhas para cima, saltando para fora de uma juba semelhante a de um leão. Percebi a trilha de ouros, espadas, paus e copas que o acompanhavam. Rapidamente, saquei um dos revólveres e dei um tiro certeiro, no suposto "coração" do animal. Deitou-se, gemendo. Senti uma sensação de tristeza vendo tal criatura padecer em minha frente. Infelizmente, era eu ou ele.
Segui minha curiosidade. O rastro feito de um baralho levou-me a algo surpreendente: um corpo. Estava morto há alguns dias, deduzi. Fiquei abismado em achar um ser sobrevivente do Evento como eu. Talvez ele tivesse sido tão pacato quanto eu. Deus o poupou. Não. O Evento o poupou. Mesmo assim, sobreviveu o suficiente para ser morto por um dos híbridos. "Seu destino não era viver", pensei. Somos tragados para o além eventualmente. Passar ileso dos "23 minutos" não significa vida eterna. Esse corpo é a prova disso.
O Nada fez suas constatações usuais. Entediei-me com os "blá blá blás" sobre a ausência de sentido pós-Evento e a irrelevância de acharmos um corpo após tanto tempo sem ver um "humano". Já sabia disso. Apenas repeti tal fator, compartilhando-o com meu único amigo.
A escuridão se aproximava, derrubando minhas forças. Resolvi descansar pela primeira vez em dias. Odeio ficar parado em um mundo congelado como esse. Mas, agora, o cansaço me derrotou.
Sonharei com mais um amanhã. Sinto que a maré está para mudar.
Andei muitas luas. Sobrevivi com os suprimentos adquiridos dos destroços das antigas lojas japonesas. Felizmente, talvez, a falta de outras almas sem destino como eu tenha tornado desnecessário o grande esforço pela procura de comida. E bebida, obviamente. Munido de um Jack Daniel's pego em uma prateleira de um estabelecimento qualquer, era essencial manter-me acordado com suas doses alcoólicas. Nem me preocupava quando alcançava os últimos goles. O Japão tem muitas cidades para abastar-me de whiskeys.
Apesar de ter aprendido a não estranhar-me com quaisquer situações, essa particularmente o fez. Notei a presença de um valete de ouros no chão. "O que tal carta faria perdida no meio do deserto?" O Nada, rapidamente, girou ao redor do meu ser. Mirei norte, sul, leste, oeste e ao Nada. Ninguém. Recolhi a carta do solo arenoso e apressei o passo. O momento era de tensão.
O problema começou quando ouvi algo se aproximando rapidamente. Era algum animal, provavelmente. Um quadrúpede com pêlos negros e cinzas, misturados. A face felina e pernas finas. As orelhas para cima, saltando para fora de uma juba semelhante a de um leão. Percebi a trilha de ouros, espadas, paus e copas que o acompanhavam. Rapidamente, saquei um dos revólveres e dei um tiro certeiro, no suposto "coração" do animal. Deitou-se, gemendo. Senti uma sensação de tristeza vendo tal criatura padecer em minha frente. Infelizmente, era eu ou ele.
Segui minha curiosidade. O rastro feito de um baralho levou-me a algo surpreendente: um corpo. Estava morto há alguns dias, deduzi. Fiquei abismado em achar um ser sobrevivente do Evento como eu. Talvez ele tivesse sido tão pacato quanto eu. Deus o poupou. Não. O Evento o poupou. Mesmo assim, sobreviveu o suficiente para ser morto por um dos híbridos. "Seu destino não era viver", pensei. Somos tragados para o além eventualmente. Passar ileso dos "23 minutos" não significa vida eterna. Esse corpo é a prova disso.
O Nada fez suas constatações usuais. Entediei-me com os "blá blá blás" sobre a ausência de sentido pós-Evento e a irrelevância de acharmos um corpo após tanto tempo sem ver um "humano". Já sabia disso. Apenas repeti tal fator, compartilhando-o com meu único amigo.
A escuridão se aproximava, derrubando minhas forças. Resolvi descansar pela primeira vez em dias. Odeio ficar parado em um mundo congelado como esse. Mas, agora, o cansaço me derrotou.
Sonharei com mais um amanhã. Sinto que a maré está para mudar.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Untitled: Capítulo 1
A visão confortou-me, finalmente. Sentado na caixa d'água do prédio mais alto de Tóquio, vi as estrelas pela primeira vez em anos. Não que estes importem, deixei de contar o tempo desde que aconteceu. O Evento.
O céu estrelado sempre esteve lá. Não o enxergava pois olhava, apenas. Foi no ritmo noturno acompanhado pelo eterno silêncio que adormeci. "Amanhã será um novo dia", pensei. Estúpido. Os dias são iguais e, como já mencionei, o tempo não faz mais sentido. O maldito Evento apagou sua importância da face do, agora, vago deserto que chamo de "casa".
Foi no sono que lembrei-me de meu grande amigo: o Nada. Um companheiro eterno com qual tenho uma relação conflituosa. Lutamos por nossas dignidades, provando, um ao outro, o próprio valor. Geralmente não nos entendemos e decidimos ignorar a presença do outro, inutilmente. Acabamos voltando sempre ao mesmo ponto: somos o resto; devemos nos unir.
A manhã seguinte foi de reflexões. Perguntei ao Nada sobre como prosseguir. Respondeu-me como sempre, com indecisões. Nem posso reclamar de suas respostas, pois são minhas também. Queria ignorá-lo mas, através de experiências passadas, sabia que tal ação se mostraria ineficaz e improdutiva.
Decidi vagar pelas ruas da cidade, em busca de algo. O Nada fielmente me acompanhou, demonstrando seu ar apático usual na caminhada. Tóquio está irreconhecível. Carros vazios, luzes apagadas. Prédios tombados ou desmoronando. Alguns poucos aguentando, na tentativa de manter o antigo visual da cidade. Eu, porém, observo tudo com indiferença. Não conheci a antiga Tóquio, nem sou daqui. Andei muito desde o Evento. Percebi, finalmente, que era o lugar mais seguro para se passar o resto dos meus inúteis anos. Entretanto, de nenhuma maneira esquecerei meus dois revólveres. São os filhos encontrados em uma viagem ao Texas, alguns meses após o Evento. Engraçado, mesmo sem perceber, minha memória armazenou o tempo dos acontecimentos mais importantes "pós-23 minutos". Chame de pós-Evento, se quiser.
A temperatura do inverno japonês agora beira aos 38ºC. Suficiente para sentir frio. Visto meu casaco estilo "faroeste" e coloco o chapéu para proteger-me do sol. A medida que me afasto do quê um dia foi chamado de civilização, termino minha vestimenta com um lenço tapando a boca e o nariz, a fim de evitar a entrada da areia, componente do novo "chão".
Untitled: Introdução
"Nunca pensei no nada. Ele não era digno de mim, ou eu dele. Hoje, mudo meu pensamento. Neste mundo desértico em que vivo, meu maior companheiro de longas viagens. Isto é, até encontrar alguma alma compartilhadora de meus vazios sentimentos. Bem aqui, no nada."
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Em fragmentos de ser...
Algumas perguntas devem permanecer na nossa mente. A ausência da resposta pode fazer toda a diferença. Mesmo quando ela já é conhecida pelo próprio instinto. Ainda assim, não devemos nos dar ao luxo de fazer tais questionamentos.
Provavelmente, o pior fator é saber que o sofrimento do saber é culpa sua. Se não fosse um idiota e fraco, não teria passado por isso. Não teria sofrido por ser um estúpido hipócrita. Um egoísta. E ainda diz-me que sou merecedor. Não sou.
Achei ser uma frustração para algumas pessoas, mas percebo que sou para todas. E não irei aprender com os meus erros. Eles são parte de mim. E eu, sou parte deles.
Provavelmente, o pior fator é saber que o sofrimento do saber é culpa sua. Se não fosse um idiota e fraco, não teria passado por isso. Não teria sofrido por ser um estúpido hipócrita. Um egoísta. E ainda diz-me que sou merecedor. Não sou.
Achei ser uma frustração para algumas pessoas, mas percebo que sou para todas. E não irei aprender com os meus erros. Eles são parte de mim. E eu, sou parte deles.
Yasou Kyoku
O céu, antes azul, opaca-se num tom cinza. Desesperado e morto pela poluição e anúncio de chuva, o paraíso foge de sua antiga definição. Anjos caem na grama, antes verde, na falha tentativa de fuga da opacidade celeste. Levantam-se machucados para verem flores mortas. As poucas vivas são pisadas por crianças, adolescentes, adultos e idosos. Não vêem a vida alheia, preocupando-se apenas com a própria. O marrom é o novo verde. Ninguém nota a diferença na "nova" grama. Nas "novas" flores. Divertem-se distraídos. Eternamente distraídos. O inferno subiu para a terra e todos agem como se esse fato não existisse. Até o Sol, estrela guia, foi escondido no cinza-celeste, a "nova" cor da humanidade. Tantas "novidades" perdidas em um mundo amaldiçoado e destruído. Pergunto-lhes: Quem gostaria de viver nesse mundo monocromático? Analisando tudo isso, minha desesperança parece insignificante, mas justificável, ao menos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A verdadeira companheira
A solidão está em meu caminho. Sento-me ao lado dela, similar a um amigo há tempos esquecido.
Uma música leve completa o clima da conversa. O assunto: eu. É a única companheira para debater sobre esse tema.
Me acompanha quando saio de casa, à noite, após ter brigado com minha família inteira. O ar frio da noite tem seu cheiro, obrigando-me a perceber sua presença. Me proporciona uma sensação de conforto à medida que atravesso as ruas, distraído da presença alheia de qualquer pessoa. A caminhada dura 20 minutos, suficiente para um "papo" rápido.
Na volta para "casa", encontro meus pais, olhando para mim. Não falam nada, simplesmente notaram minha presença pelo barulho que fiz ao abrir a porta. Vou para o quarto. Não falo com ninguém. Me distanciei do mundo e ele fez questão de fazer o mesmo. Minha família pouco se importa com meus sentimentos. Já estou conformado.
Ela volta para mim, madrugada adentro. Provavelmente continuará comigo pelo resto dos tempos, não sei dizer. Não é a solidão de não ter ninguém, e sim a de perder aqueles que importavam. Amigos separados por quilômetros. Família auto-destrutiva.
Não tenho espaço para futuros esperançosos. Cansei deles. Não vou mentir para mim. É ruim e terei que suportar.
A música leve termina e acabo de escrever meus lamentos aqui. É terapêutico fazê-lo, mas não me proporciona nenhuma alegria. É apenas algo que sinto que devo fazer. Apenas.
Uma música leve completa o clima da conversa. O assunto: eu. É a única companheira para debater sobre esse tema.
Me acompanha quando saio de casa, à noite, após ter brigado com minha família inteira. O ar frio da noite tem seu cheiro, obrigando-me a perceber sua presença. Me proporciona uma sensação de conforto à medida que atravesso as ruas, distraído da presença alheia de qualquer pessoa. A caminhada dura 20 minutos, suficiente para um "papo" rápido.
Na volta para "casa", encontro meus pais, olhando para mim. Não falam nada, simplesmente notaram minha presença pelo barulho que fiz ao abrir a porta. Vou para o quarto. Não falo com ninguém. Me distanciei do mundo e ele fez questão de fazer o mesmo. Minha família pouco se importa com meus sentimentos. Já estou conformado.
Ela volta para mim, madrugada adentro. Provavelmente continuará comigo pelo resto dos tempos, não sei dizer. Não é a solidão de não ter ninguém, e sim a de perder aqueles que importavam. Amigos separados por quilômetros. Família auto-destrutiva.
Não tenho espaço para futuros esperançosos. Cansei deles. Não vou mentir para mim. É ruim e terei que suportar.
A música leve termina e acabo de escrever meus lamentos aqui. É terapêutico fazê-lo, mas não me proporciona nenhuma alegria. É apenas algo que sinto que devo fazer. Apenas.
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