quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Yasou Kyoku
O céu, antes azul, opaca-se num tom cinza. Desesperado e morto pela poluição e anúncio de chuva, o paraíso foge de sua antiga definição. Anjos caem na grama, antes verde, na falha tentativa de fuga da opacidade celeste. Levantam-se machucados para verem flores mortas. As poucas vivas são pisadas por crianças, adolescentes, adultos e idosos. Não vêem a vida alheia, preocupando-se apenas com a própria. O marrom é o novo verde. Ninguém nota a diferença na "nova" grama. Nas "novas" flores. Divertem-se distraídos. Eternamente distraídos. O inferno subiu para a terra e todos agem como se esse fato não existisse. Até o Sol, estrela guia, foi escondido no cinza-celeste, a "nova" cor da humanidade. Tantas "novidades" perdidas em um mundo amaldiçoado e destruído. Pergunto-lhes: Quem gostaria de viver nesse mundo monocromático? Analisando tudo isso, minha desesperança parece insignificante, mas justificável, ao menos.
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