sábado, 15 de agosto de 2009

Pausa para o amor...

Almas afogadas em um mar de carência necessitam expressar suas fúteis emoções. "Te amo" é a frase banalizada do século XXI.

Não precisamos de meses de conhecimento mútuo. As primeiras impressões parecem ser as importantes. E únicas. Todos pulam do "gosto" e "adoro" direto para o "amo". Obviamente, não percebem o quão superficiais são quando emitem de maneira errada tal sentimento. Este, aclamado no passado, torna-se sem significado. Vazio.

Não há mais impacto nas palavras. A sentença que fazia os corações palpitarem ao ponto do infarto foi destruída pela nossa geração. Ouvimos com descaso a mesma. Transformou-se em descartável e, estupidamente, reaproveitável. Ainda, não é útil. Não mais.

O amor perdeu a força. Garotas de 12 anos se amam. Recém-conhecidos se amam. Todos se amam e, mesmo assim, não entendem isso. Sentimentos não podem ser compreendidos, é verdade. Porém, esse "novo amor" não pode nem começar a ser analisado. E, sinceramente, nem deveria. Joguem-no fora e recuperem o "verdadeiro amor"

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