quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Snuff

Teus segredos, enterrados na minha pele, agora sangram. Transbordam a falsa inocência, abandonando-me a meus pecados. E o ar, densificado, é uma cela que criaste para mim. Sufoque-me.

Talvez, o amor inventado por ti era apenas uma camuflagem para a raiva. A vingança pelo passado. Mas, se era verdadeiro, não deixe-me saber disso. Fuja de mim, como sempre fez. Meu coração sombrio não se importará. E a solidão não te destruirá. Entregue-me ao meu destino.

Salve teu fôlego, eu não ouvirei. As tuas vergonhas não me interessam. Cuspa sua pena e quebre-se em minhas pedras. Após, fuja. Como sempre fez. Desista da luta e estraçalhe o que tivemos. Enquanto isso, eu desejo...

pelo dia em que não serás minha amiga e poderei, finalmente, te machucar.

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