domingo, 20 de setembro de 2009

O curso natural da vida

Deixou-a aqui, só. A criança abandonada na chuva, enquanto os transeuntes passam por sua apressada rotina. O choro, interminável, confundia-se com os pingos descentes. Olhava as mãos, levando-as à face do sofrimento. O pensamento focava-se na velha melodia suave do piano.
Os acordes menores completavam a música desenrolada na mente. Seria igual a todos. O tempo a moldaria. A dor de saber que ignoraria quem passasse pela mesma situação. Não disse uma palavra; levantou do chão. Apenas abandonou sua sombra, estática aonde estava. Cresceu, finalmente.

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