quinta-feira, 9 de julho de 2009

Escudo lunar

Cansado de eras ignorantes, eu ando pelos mesmos lugares. Colecionando tragédias, ainda. Ambições vazias em uma mente vazia me fazem carregar tudo para as colinas.

Como eu desejo a volta do fogo e da dança, dentro do mais profundo pôr-do-sol. O vento que sinto rouba-me as cores. Ali, parado, quero e sou. O escudo lunar.

Esperança quebrada, sofrimento e dor. Amigos e guias para uma vida. Esta, declarada por um pacto de sangue, terminada pelo silêncio.

Como eu desejo a volta do fogo e da dança, na cor nectarina do entardecer. O vento que queima retira-me as cores. Eu as roubei. Ali, parado, espero. Pelo escudo lunar.

Ali, tentando alcançar, lembro-me. Aqueles dias em que o escudo lunar brilhava sobre nós.
Ali, em chamas, lembro-me. Aqueles dias em que o escudo lunar anunciava um mundo só.

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