terça-feira, 28 de julho de 2009

Desabafo em um dia sem sol

Todos são fracos. Míseros. Não passam um segundo sem reclamar sobre qualquer coisa. Só pensam em seu crescente ego. Seus problemas. Sua vida. Mesmo assim, querem a ajuda de outros. Nessa individualização, cada um protege o que é seu.

Então, por que eu tenho que ser forte? Não posso ser fraco como todos? Não. Fazem-me preocupar-se com os outros. Educação de família: "Ajude o outro para ele te ajudar". Mas isso não acontece. Ninguém se presta tentar entender os MEUS problemas. Obviamente, talvez pensem que, por ser forte e "seguro", não precise de uma "mãozinha" de vez em quando.

Ninguém é de ferro. Muito menos eu. Porém, ao contrário dos "eternos problemáticos", manifesto minhas inseguranças com a apatia e a frieza. Na espera, inútil, de alguma ajuda alheia. Nunca acontece. Tanto por falta de vontade dos outros como a minha falta de confiança nos mesmos. Nos dias de hoje, acreditar em qualquer coisa(aqui, "coisas" incluí "pessoas") é motivo para ser chamado de "imaturo", porque "a vida é cruel", explicando meu comportamento de deconfiança.

Eu sei que a tal "luz no fim do túnel" está a anos-luz de mim. Não vou cobrar a boa-vontade de ninguém, prefiro alimentar esse ser "de pedra" em mim. Talvez eu me torne alguém que realmente não necessite de outras pessoas. Ou talvez eu seja um "eterno problemático" e não houve alguém para jogar isso na minha cara.

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