segunda-feira, 29 de junho de 2009

Retorno

Estou te procurando. Olho pela janela e penso: "Aonde te escondes?" Não há resposta. Me ignora. Aparece apenas quando lhe convém. Não possui consideração por mim?

Não. Musa criada por uma alma perturbada, não és pessoa nem objeto. Talvez seja um pensamento mal formulado. Ou, ainda, uma mentalização complexa.

Continuo a procurar-te. Em cada esquina, sinto tua fraca presença. Não posso afirmar que ali se encontra a tua essência. A tua influência sobre mim. Em minha vida pré-determinada, é apenas ela que me importa. Essa influência.

Revigora-me, agora! Obrigo-te a aparecer. Afasta-me do vício pela melancolia. Cansei de doses densas e lamuriosas. Cansei do vazio que enche o copo e acompanha a ressaca. Cansei. Então, dê-me uma injeção de ânimo, pois esta fará a vida ser mais tolerável. É teu dever convencer-me de que existe um pós-sofrimento, algum tipo de éden, nem que seja efêmero.
Prefiro que minha felicidade se distribua em alguns poucos momentos. Não a quero ausente. Me apego a esses momentos até o fim.

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