O canto escuro envolvia a alma acorrentada pelas derrotas. Tantas, que cultivava-as em forma de memórias prezadas. Os "princípios" que definiram cada passo propositalmente atrasado. Cuidado? Não. O medo; a companhia e a espada que empunhava. Lutas inicialmente terminadas; ausência de motivos. Frágil e perdido; o céu acinzentado era o refúgio da realidade. "A luz enganará a todos".
De qual brilho falava? Certamente, segurava-se à beira do abismo. A visão ainda lhe propiciava a sanidade, embora pouca. Mas era ignorante; nem todas as luzes reveleram-se à ele. Estava submerso. Anos submerso. E distorciam-se os olhares. Ou simplesmente desapareciam.
A vontade. A bravura. A esperança. O retorno. Tornaria a desapegar-se do erro. A paixão pela melancolia desintegrava. Era outra paixão. Não seria direcionado, mas sim ateado, pela luz. Salvação? Sim.
Redenção e recomeço.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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