quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Contagem

Vesti outra máscara e testei-a.

O ciúmes rendeu-me mais de um ano de namoro. A total privação de sair desacompanhado, relacionar-se totalmente com amigos e reduzir meu tempo à outra pessoa deu-me meses de companhia. Obviamente, companhia dispensável.

Após, fui para um segundo modelo. Tentei ser perfeito. Mas o ditado é o correto. Não há perfeição. Fui cavalheiro, sensível e gentil. Funcionou por um tempo, porém estava fadado a cometer alguma falha. No caso, foi tornar-se entediante demais.

A terceira e mais recente tentativa foi ser liberal. Liberal ao extremo. Faça o que quiser; não me importarei. Mais um erro. A liberdade foi exercida em excesso. Caí em desgraça novamente.

Cansei de fingir sentimentos. Não vou ficar elogiando ninguém, não há razões. Sinto-me no estúpido papel de fazê-la feliz. Acabo me importando pouco comigo e muito com ela. Ela, aquela que, desde o início, não mereceu minha atenção. Minha culpa; uma nova máscara será feita para a próxima guria e, novamente, testada. Até lá.

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